Nos últimos tempos, os jogos de aposta online têm se tornado uma febre. Basta abrir o Instagram ou o YouTube para ser bombardeado por anúncios, promessas de lucros rápidos e influenciadores incentivando você a “tentar a sorte”. Mas será que a conversa é só diversão e oportunidade? A resposta é clara: não.
Esse tema me incomoda profundamente, e não é à toa. Tenho observado um movimento crescente e preocupante nesse cenário, e é por isso que resolvi me posicionar com firmeza.
Recentemente, assisti a uma live do psicólogo Wesleyn Lanogari, do projeto “Reservatório de Dopamina”, e quero compartilhar alguns pontos que ele abordou — e que também me preocupam muito.
A Barreiras Caíram — e Isso É um Problema
Antigamente, para jogar, a pessoa precisava se expor a riscos: frequentar cassinos ilegais, apostar escondido no jogo do bicho. Hoje, com um celular e conexão à internet, qualquer um pode começar em segundos.
E não para por aí. Esses aplicativos utilizam algoritmos potentes, capazes de identificar comportamentos com base no tempo de clique ou na hesitação ao tomar uma decisão. Em outras palavras: eles sabem quando você está mais vulnerável a gastar — e exploram isso.
O Algoritmo Que Vicia
Sim, é isso mesmo. O mesmo tipo de algoritmo que prende você nas redes sociais é usado nesses jogos. Mas aqui, a consequência não é só perder tempo — é perder dinheiro. E muito.
Alguns jogos são ainda mais viciantes por oferecerem recompensas baseadas em surpresa. Isso causa picos de dopamina, o hormônio do prazer, e torna a experiência muito mais viciante do que, por exemplo, uma aposta esportiva previsível.
O resultado? A pessoa joga mais, perde mais e entra em um ciclo destrutivo.
A Ilusão da Recuperação
Existe um viés psicológico que faz o jogador acreditar que, após uma sequência de perdas, uma vitória está a caminho. Isso leva à famosa frase: “agora eu recupero”. Mas o que acontece, na prática, é que as apostas aumentam, as dívidas crescem e o buraco se aprofunda.
Um Vício Silencioso e Letal
Segundo Wesleyn, o número de pacientes viciados em jogos online cresce rapidamente. O mais alarmante? A taxa de suicídio entre esses pacientes é maior do que em outras dependências.
Por quê? Porque mexe com o dinheiro. E dinheiro, como ele disse, é o resolvedor número um de problemas. Quando ele falta, os problemas se multiplicam — e a pessoa, muitas vezes, não vê saída.
Diferente do vício em substâncias, o vício em jogos é comportamental. Não dá para “tirar” o jogo como se tira uma bebida ou uma droga. O tratamento é mais difícil, mais demorado e mais doloroso.
Influenciadores: De Que Lado Você Está?
Infelizmente, muitos influenciadores estão promovendo esses jogos. E a pergunta que não quer calar: você acha mesmo que eles estão preocupados com o cara que perdeu tudo e se matou por causa de dívidas?
Eles estão preocupados com o próprio bolso. Por isso, minha sugestão é clara: pare de seguir quem promove isso. Avise o motivo e ajude a cortar esse ciclo de incentivo irresponsável.
Se você tem uma audiência, posicione-se também. Silêncio, nesse caso, é conivência.
Um Impacto Social Que Vai Muito Além
Infelizmente, muitos influenciadores estão promovendo esses jogos. E a pergunta que não quer calar: você acha mesmo que eles estão preocupados com o cara que perdeu tudo e se matou por causa de dívidas?
Eles estão preocupados com o próprio bolso. Por isso, minha sugestão é clara: pare de seguir quem promove isso. Avise o motivo e ajude a cortar esse ciclo de incentivo irresponsável.
Se você tem uma audiência, posicione-se também. Silêncio, nesse caso, é conivência.
Conclusão
Não podemos tratar esse assunto com leviandade. O vício em jogos online é real, está presente na sociedade e está crescendo silenciosamente.
Educação é importante, sim. Mas responsabilidade social e posicionamento claro também são. Se você leu até aqui, passe essa mensagem adiante. Alguém perto de você pode estar precisando.

